Tailworm: revise as permissões do Tailscale SSH
Relatório aponta risco de root via Tailscale SSH. Entenda as condições, o status dos achados e quais permissões você deve revisar.

O que aconteceu
O relatório Tailworm, de Erica Windisch, da Cyberdione Labs, apresenta 11 achados em cinco grupos: Tailscale SSH, serve/funnel, app connectors experimentais (conn25), cliente DERP e headscale. Os testes ocorreram de 22 a 24/10/2026, com Tailscale v1.104.2 e headscale v0.29.5, sem modificações no software.
Segundo o relatório, o achado mais grave envolve o encaminhamento de sockets Unix por ssh -L e ssh -R, executado como root pelo tailscaled. Com um dispositivo aprovado e uma regra de SSH que permita forwarding, seria possível obter root no servidor alvo. No laboratório, a pesquisadora leu /etc/shadow pelo socket do Docker.
Esse grupo exige acesso prévio à rede, por exemplo, por um dispositivo comprometido: é movimento lateral, não invasão direta pela internet. O relatório também descreve um esgotamento de memória no headscale que dispensa conta.
No headscale v0.29.5, segundo o documento, não é possível desligar o forwarding. Por isso, você deve tratar qualquer permissão de SSH nessa versão como equivalente a root.
A divulgação ocorreu sem coordenação com a Tailscale. Até 25/10/2026, a empresa não confirmou os achados e não há boletim, CVE ou versão corrigida para eles. O último boletim, TS-2026-013, de 21/10/2026, trata de outro assunto.
O que muda na prática
Se você administra essa rede:
- Revise as regras de SSH no ACL e prefira permissões por par de origem e destino.
- Desligue o forwarding onde ele não for necessário e houver essa opção.
- Desligue o Tailscale SSH onde você não o utiliza.
- Evite os app connectors experimentais (conn25).
- Acompanhe os boletins de segurança da Tailscale.